Sol em virgem

Saudade sem tamanho
Não cabe dentro do peito
Transborda e salta aos olhos
Sedenta pelo toque, o beijo sem jeito
Transito em meus pensamentos
E vago pelas ruas
Buscando a cura ou a permanência

Sou assim obsessiva, autocrítica

Regida por mercúrio
Enraizada naturalmente
Evito conflitos
Será possível a paz de espírito?
Talvez, mas não para mim
Não agora, neste tempo- espaço

Procuro contraditoriamente

Encontrar-me
Mas o espelho reflete outros
Nunca eu mesma
Reflete tudo o que não sou
O que não posso e o que
Tira meus pés do chão
E que insiste em me manter no ar
Suspensa

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